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São João da Boa Vista, 24 de junho de 2018


DESTAQUE
XVI CONCURSO LITERÁRIO DE POESIA & PROSA
Publicado em 16/03/2018
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Membros Titulares
Maria Ignez dos Santos D´Ávila Ribeiro
NASCIMENTO: 21 DE NOVEMBRO DE 1937 EM IPAUÇÚ-SP
NACIONALIDADE: BRASILEIRA
POSSE EM 22/02/2014

FORMAÇÃO

CONCLUIU O CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL DO PROFESSOR, (ANTIGO “CURSO NORMAL”) PELA ESCOLA NORMAL “DR FRANCISCO THOMAZ DE CARVALHO” DE CASA BRANCA, EM 1955, ALCANÇANDO A MELHOR MÉDIA, RECEBENDO COMO PRÊMIO O INGRESSO IMEDIATO AO MAGISTÉRIO PÚBLICO PRIMÁRIO.
INGRESSOU EM 1957 NO CURSO DE CIÊNCIAS SOCIAIS NA FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, CONCLUINDO A LICENCIATURA EM 1971 DEVIDO À INTERRUPÇÃO DO CURSO ENTRE 1960 E 1971, POR MOTIVOS PARTICULARES.
EM 1977 CONCLUIU O CURSO DE PEDAGOGIA PELA FACULDADE DE FILOSOFIA CIÊNCIAS E LETRAS DA FUNDAÇÃO DE ENSINO OCTÁVIO BASTOS.
NO CURSO DE CIÊNCIAS SOCIAS, NA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, TEVE COMO PROFESSORES, INTELECTUAIS QUE FORMAVAM A ELITE CULTURAL DA ÉPOCA, DESTACANDO-SE: ANTÔNIO CÂNDIDO DE MELLO E SOUZA, FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, FLORESTAN FERNANDES, FERNANDO DE AZEVEDO, RUI COELHO ENTRE OUTROS.
IMPORTANTE DESTACAR O PROFESSOR ANTONIO CÂNDIDO, MEMBRO HONORÁRIO DA ACADEMIA DE LETRAS DE SÃO JOÃO DA BOA VISTA QUE MUITO NOS HONROU COM SUA PRESENÇA, GRAÇAS À SUA AMIZADE COM JOSÉ BONIFÁCIO QUE RESIDIA EM NOSSA CIDADE E INTERMEDIOU O CONVITE FEITO PELA FUNDAÇÃO DE ENSINO OCTÁVIO BASTOS, ATRAVÉS DE MARIA CÉLIA DE CAMPOS MARCONDES.

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL

PROFESSORA E DIRETORA DE ESCOLA DE 1º GRAU NA ESCOLA PROF. FRANCISCO RIBEIRO CARRIL EM VARGEM GRANDE DO SUL
DIRETORA DE ESCOLA DO COLÉGIO VÉRITAS EM VARGEM GRANDE DO SUL
DIRETORA DE ESCOLA DO COLÉGIO NOVA ERA EM VARGEM GRANDE DO SUL
PROFESSORA DE GEOGRAFIA E GEOPOLÍTICA NO COLÉGIO OBJETIVO 1º E 2º GRAU EM CASA BRANCA
TRABALHO VOLUNTÁRIO NO SAS (SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL) EM SÃO JOÃO DA BOA VISTA COMO COORDENADORA PEDAGÓGICA DA CRECHE CHAFICA ANTACKLY
VIDA PESSOAL
FOI CASADA COM ARTUR D’ÁVILA RIBEIRO JUNIOR, AGROPECUARISTA DE VARGEM GRANDE DO SUL, JÁ FALECIDO
TEM DOIS FILHOS E CINCO NETOS.


DISCURSO DE POSSE

Sra Presidente da Academia de Letras de São João da Boa Vista, Senhores Acadêmicos, Senhores e Senhoras, Autoridades presentes meus caros amigos e familiares.
Neste momento, de grande emoção para mim, passo a fazer parte desta ilustre Casa, ao acrescentar meu nome ao dos seus fundadores e a todos que me antecederam.
Quero colocar aqui meus agradecimentos aos acadêmicos que direta ou indiretamente contribuíram para me eleger. Como não é possível nomear a todos, peço que aceitem o meu reconhecimento e gratidão. Muito obrigada.
Não poderia, entretanto deixar de agradecer a meus pais que, percebendo minha dedicação e gosto pelos livros, tiveram uma atitude de respeito a mim e também de ousadia em relação aos padrões da época, permitindo minha ida para São Paulo, para prosseguir meus estudos. Lá ingressei no Curso de Ciências Sociais, na Universidade de São Paulo, onde tive o privilégio de ser aluna, dentre outros do Prof. Antônio Cândido, Membro Honorário desta academia.
Caros acadêmicos, ao agradecer minha escolha aceito-a com a consciência de que tenho um papel a cumprir – colaborar para que esta Casa atinja seus objetivos – o culto permanente da língua e da cultura de nosso país. Ao reverenciar a memória de seus predecessores, a Academia funciona como um elo entre o presente e o passado, trazendo para os dias de hoje o pensamento de grandes brasileiros que contribuíram para a formação de nossa cultura.
Passarei então, dando seqüência à minha fala a reverenciar a memória de meus antecessores.
O fundador da Cadeira nº 7, que hoje tomo posse – Pastor José Rodrigues Cordeiro, designou como seu patrono Coelho Neto – escritor, poeta, dramaturgo, político e professor.
Henrique Maximiano Coelho Neto nasceu em Caxias, Maranhão em 1864, filho de um negociante português e de uma índia civilizada e faleceu em 1934, aos 70 anos, no Rio de Janeiro. Oriundo do clima sentimental do romantismo usou em sua obra um vocabulário cheio de artifícios retóricos. Escreveu mais de cem livros e aproximadamente 650 contos, além de crônicas, fábulas, peças teatrais, memórias, conferências e poesias. Foi por muitos anos o escritor mais lido do Brasil. Vivenciou a libertação dos escravos e a proclamação da República, uma fase conturbada da história brasileira, participando de movimentos abolicionistas e republicanos.
Em 1885 conheceu José do Patrocínio que o introduziu na redação do jornal “A Gazeta da Tarde” onde começou sua carreira jornalística, formando com alguns amigos o grupo da “boemia literária do Rio de Janeiro.”
Ocupou diversos cargos públicos. Foi deputado pelo Maranhão em três legislaturas. Em 1896, participou das primeiras reuniões com o objetivo de criar a Academia Brasileira de Letras. Em 1928, foi consagrado como “Príncipe dos Prosadores Brasileiros” Seu livro de estréia foi Rapsódias (um livro de contos) passando a desenvolver uma intensa carreira literária. Escreveu entre outros - Capital Federal, O Sertão, Banzo, Jardim das Oliveiras, Miragem, Turbilhão, O Morto, Inverno em Flor e também peças teatrais – tais como: O Relicário, O Diabo no Corpo, A muralha, O Dinheiro, o Patinho Torto, a Guerra, Os Sapatos do Defunto e outras mais.
Também poeta, escreveu o soneto que se tornou famoso: “Ser mãe”, e um de seus versos o imortalizou: “Ser mãe é padecer no paraíso.”
Até 1922, foi tido como um dos primeiros escritores brasileiros, desfrutando de grande popularidade e apreço da crítica. No período modernista, foi considerado o protótipo do prosador que o movimento modernista resumia na palavra – passadismo – afetação, helenismo, prolixidade, culto da palavra difícil, estilo vazio. Coelho Neto assumiu o papel que lhe atribuíam, declarando-se mesmo o “último heleno”
Para o crítico Wilson Martins (Jornal do Brasil, 04/07/2009), Coelho Neto foi um grande injustiçado. Segundo ele, a vitória do modernismo se fez como se houvesse necessidade de abater um grande inimigo, no caso Coelho Neto.
No centenário de seu nascimento, a Biblioteca Nacional promoveu a exposição “Coelho Neto,” sentindo-se no dever de documentar o seu trabalho intelectual, procurando amenizar a acusação por demais agressiva de que ele foi alvo.
As características do patrono refletem-se no fundador e primeiro ocupante da cadeira – o Pastor José Rodrigues Cordeiro. Analisando sua biografia, deparei com uma pessoa singular. Pastor da Igreja Presbiteriana, professor de História, Geografia, Filosofia, advogado e membro fundador da Academia de Letras de São João da Boa Vista. Sua posse deu-se em 15 de novembro de 1971, dia da instalação dessa Arcádia.
Mineiro de Pirapora filho de carpinteiro morou na sua infância em diversas fazendas e cidades do interior. Graduou-se Bacharel em Teologia, pelo Seminário Presbiteriano Sul, em Campinas. Concluiu em 1964, o Curso de Especialização em Teologia em Genebra e em 1980, fez o curso de extensão no instituto Haggai, em Singapura.
Já Pastor da Igreja Presbiteriana em nossa cidade, graduou-se Bacharel em Direito pela Unifeob. Conhecia diversos idiomas e aos 80 anos, matriculou-se em uma escola de informática para crianças. Seus admiradores afirmam que tinha uma personalidade intrigante – inteligente, distraído, despojado, destemido, simpático, envolvente.
Grande admirador e estudioso de Coelho Neto conhecia múltiplas facetas das atividades literárias desse grande escritor.
Pastor Cordeiro era uma pessoa que tinha talento e nobreza de alma e não as esbanjou, mas colocou-a nas mãos de Deus e a serviço dos homens. Exemplo de esposo e pai, poeta singular, tendo como musa a esposa Iracema, a quem dedicou muitas de suas poesias. Como escritor foi autor do livro “Na cidade dos Crepúsculos Maravilhosos” – obra de ficção inspirada em localidades e personagens reais de nossa cidade.
Passo a falar agora da segunda ocupante da cadeira que hora tomo posse – Ana Lúcia Sguassabia Silveira Finazzi. Nascida em São João da Boa Vista, estudou inicialmente em São Paulo, prosseguindo seus estudos no Instituto de Educação Coronel Cristiano Osório de Oliveira, nesta cidade onde atuou como oradora do Centro Cívico e do Grêmio Estudantil.
Foi docente de Pré Escola, redatora de jornal, colaboradora de revistas e jornais da região, vencedora do VI Concurso Nacional de Trovas de São João da Boa Vista. Analisando sua biografia observamos o quanto Ana Lúcia é ligada a música e a poesia, predicados esses de pessoas de grande sensibilidade
Durante toda sua atuação como membro dessa Academia foi sempre dinâmica e participante. Foi coordenadora do Concurso de Poesia, Conto e Crônica da Academia de 2007 a 2012.
Foi premiada com o conto “Barbie 50 anos” no Concurso Internacional de Literatura.
Seu poema “Alento” foi classificado em 3º lugar no Concurso de Poesias da Academia Campineira de Ciências, Letras e Artes das Forças Armadas.
Encerrando minha fala, não posso deixar de ressaltar o nosso compromisso com a sociedade em que vivemos. Ela nos deu nossa formação e sentimo-nos na obrigação de devolvê-la, atuando como membros responsáveis na formação das gerações que nos sucedem. Colaborando para o desenvolvimento cultural de nossa cidade e de nosso País.
Muito obrigada a todos, especialmente aos meus filhos, nora, genro e netos que sempre me apoiaram e aqui estão presentes compartilhando desse momento de grande alegria.
Obrigada.

São João da Boa Vista, 22 de Fevereiro de 2014




RESULTADO DO XXV CONCURSO DE PROSA E POESIA
24/08/2017
A Academia de Letras de São João da Boa Vista anuncia os premiados do seu 25º CONCURSO LITERÁRIO, entre mais de 1.000 trabalhos inscritos em todas as categorias.

Veja o arquivo relacionado, clique aqui.

RESULTADO DO XXIV CONCURSO DE PROSA E POESIA
19/07/2016
Resultado completo, clique aqui para acessar.

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